Deus abençoou de forma maravilhosa o pastorado do Pr. Zizi. A Igreja floresceu e cresceu. Os pastores da região também davam grande apoio ao novo trabalho em Jataí, dentre eles: Pr. Alvino Pereira Rocha, Pr. Salatiel Lopes, Pr. Antônio Honorato da Trindade, Pr. José Braga da Silva. De tempo em tempo vinham caravanas das cidades vizinhas, principalmente de Santa Helena, que era a Igreja-mãe. As dificuldades, no entanto, eram grandes. Sem veículo motorizado para dar assistência ao trabalho, irmão Zizi viajava de Jataí à Mineiros / Jataí à Caiapônia / Jataí às fazendas da região, montado em uma bicicleta, ou, às vezes, à pé, atravessando córregos e rios a nado. Tudo isso por amor à obra do Senhor e às almas perdidas. Com toda certeza, suas obras estão escritas nos anais de Deus, o qual no dia do Tribunal de Cristo saberá recompensar seu servo plenamente. Devido a Igreja ainda não possuir condições financeiras para sustentá-lo, o Pr. Zizi vendia paçoca pelas ruas da cidade, fato que lhe – rendeu o apelido de “Paçoquinha”. Algum tempo depois, Pr. Zizi transferiu-se para Mineiros. O trabalho local ficou sob a responsabilidade do Presbítero Jose Gonçalves Gouveia (José Catalão), o qual, pouco tempo depois, entregou-o ao então Presbítero Pedro Silva Campos. Ainda no ano de 1963, Pr. Zizi retorna de Mineiros e reassume a Igreja, Pr. Pedro Silva continuou ao seu lado por algum tempo, cooperando no trabalho, regendo o coral e a banda. A construção do templo foi iniciada e levada adiante de forma lenta, devido às dificuldades financeiras(…)

Chega a Mineiros um homem ainda jovem, dinâmico, por nome de José Soares Vargas, vulgo Zízí, vindo de Jataí GO, impulsionado pela paixão do evangelho de ganhar almas para o reino de Deus, trazendo consigo a doutrina pentecostal, o poder de expulsar os demônios e orar pelos os enfermos, ensinar o caminho, a verdade com diz as escrituras, pois até então ainda era forte a cultura no meio a população, de não ler a bíblia, era um livro manipulado pelos seus lideres religiosos isso em contexto da religião oficial que tinha antes, a igreja católica, embora os protestantes também levassem o ensino das escrituras mas de forma mais esporádicas não tão avivalista como os pentecostais que tinha aspectos mais comum que se adaptavam com o povo principalmente os pobres, e simples isso não descartava que pessoa que tinha cultura como assim diz o costume daqueles que se diz ter o conhecimento, também se convertiam. Indo de casa em casa e convidava para um culto onde conseguia em alguma casa que lhe concedesse um ponto de apoio ele fazia sua reunião, que sempre foi nos bairros afastado do centro da cidadezinha, sem a tecnologia que hoje se tem, fazia sua prédica com som natural de sua voz, a noite sob luz de lamparinas de querosene, o conforto eram bancos rústicos de madeira, ou se sentavam em sacos arroz, banquetas, tocos, ou algum tronco de madeira, toras que era comum ter ao arredor das casas, pois muitas delas eram feitas de madeiras, ele levantava sua voz em tom de grito e fazia um chamamento, um convite a vir par estar no culto uma forma diferente, uma nova religião assim diziam as pessoas por esse acontecimento, e ao som de um violão ele puxava o coro e começava a cantar hinos de um hinário construído pelos próprios pentecostais e missionários vindo para o Brasil com essa missão de difundir o evangelho, esse hinário contem hoje seiscentos hinos que se dividem entre hinos de convite, para reuniões de ceia e orações, por ocasiões de enfermidades, outros problemas, e um dos um mais tradicional entre os pentecostais, o hino de número 15 do hinário, com titulo, “Conversão”uma que interessante é que as pessoas tinha facilidade de decorar os cânticos, esse hino trás na sua letra um conteúdo que dirige o ouvinte participante para bem próximo ao calvário, a mensagem da cruz, sua letra diz:

1. HO! Quão cego andei e perdido vaguei
Longe, longe do meu salvador!
Mas do céu ele desceu,
E seu sangue verteu
Pra salvar um tão pobre pecador.

(coro)

Foi na cruz, foi na cruz,
Onde um dia eu vi
Meu pecado castigado em Jesus;
Foi ali pela fé, que os meus olhos abrir,
E agora me alegro em sua luz

2. Eu ouvia a falar dessa graça sem par,
Que do céu ele trouxe o nosso Jesus;
Mas eu surdo me fiz, converte-me não quis
Ao Senhor, que por mim morreu na cruz.

3. Mas um dia eu senti meu pecado, e vi
Sobre mim a espada da lei:
Apressado fugi, em Jesus me escondi,
E abrigo seguro nele achou.

4. Quão ditoso, então, este meu coração,
Conhecendo o excelso amor
Que levou meu Jesus a sofrer lá na cruz:
Pra salvar a um tão pobre pecador.

H. Maxwel Wrigth

Foto arquivo: Francisco Paulo

Fotografia da Casa de Raimundo Alves e Joana Eudósia, 5ª Avenida nº50, setor oeste, onde foram dirigidos os primeiros cultos. Inícios do trabalho pentecostal em Mineiros, casal pioneiros convertidos ao movimento, 1961, o imóvel ainda se encontra assim hoje, embora sua estrutura sido feita de adobro, permaneça ainda em pé, segundo Dona Emilia que mora por ali, testemunha de ter conhecido o casal morador dali, nesta data que foi seus vizinhos e confirma os fatos.

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Foto arquivo: Francisco Paulo

Raimundo Alves e Joana Eudósia, casal pioneiro pentecostal da Assembléia de Deus em Mineiros, GO. Que foi oficializado o ano de 1962 da chegada dos pentecostais.

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Foto do segundo batismo, efetuado pelo celebrante a convite Pr. José Braga, no centro de óculos braços cruzados vestes de cerimônia batismal branca, e o primeiro da direita de terno, bíblia na mão, Diácono Antonio Cardoso, que cobria a falta do Pr. José Soares Vargas o Zizí que havia entregado o trabalho e comunidade aguardava outro pastor, 1966. O primeiro batismo ocorreu em 24/10/1964.

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Perfil de duas jovens pentecostais da Assembléia de Deus de Mineiros, GO. Nos meados dos anos 60

Mutirão

Fotografia de um pequeno mutirão escavações pra a construção do segundo templo, 1976. Rua 15º 144, ainda no mesmo bairro Mineirinho, Pr. Luis Carlos Vilarinho no centro co camisa preta com o mapa do projeto da construção, fotógrafo José Bispo, foto cedida por Alcides Lopes.

Mutirão Segundo Templo

Foto de um mutirão no segundo templo, Rua 15, nº 144 – Bairro Mineirinho

Igreja

Segundo templo Assembléia de Deus de Mineiros, GO. Rua 15 nº 144 Bairro Mineirinho. Obra iniciada na gestão do Pr. Luis Carlos Vilarinho.

Terceiro Templo (atual)

Terceiro templo atual, Rua 22 com a Avenida 15, setor Aeroporto, Mineiros, GO. Edifício erguido na gestão do atual presidente Pr. José Ferreira Neto.


Pr. Francisco Paulo

Materiais cedidos pelo Pr. Francisco Paulo, oriundo de sua monografia de Graduação em História.